domingo, 27 de fevereiro de 2011

CURRICULO E IDEOLOGIA: A HISTÓRIA E CULTURA AFRO BRASILEIRA E AFRICANA - TRABALHO REALIZADO PELA EQUIPE NA ESPECIALIZAÇÃO

UNIVERDADADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ (UEVA)
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS (CCH)
INSTITUTO DE APOIO AO DESENVOIMENTO DA UNIVERSIDADE – IADE/UVA
ESPECIALIZAÇÃO EM ENSINO DE HISTÓRIA DO CEARÁ (E.E.H.C.)
DISCIPLINA: METODOLOGIA DO ENSINO EM HISTÓRIA


Sobral - CE - JAN/2010


Fazendo uma releitura sobre a História da África que nos foi ensinada nos bancos escolares.

Mediadores:

Antonio Wesley Parente Silva
Fca. Hélia Linhares Rodrigues
Guilardo Aragão Maia
Socorro Mara Torres de Melo
Raimundo Castro Junior
Raquel Rodrigues Mota
Tiago Sampaio Carneiro
Vera Lúcia de Souza


Público Alvo:

·     Alunos da rede pública estadual da Escola de E.E.F.M. Israel Leocádio de Vasconcelos, cursando o ensino médio regular.



APRESENTAÇÂO


Este projeto tem como ponto de partida, despertar nos alunos da E.E.F.M. Israel Leocádio de Vasconcelos, uma visão crítica, sobre o que foi e o que realmente seria a História da África. Procurando, fazer uma reflexão sobre a História da África que lhes foi ensinada e legitimada durantes vários anos nas escolas. Mostrando a África como um continente homogêneo, agrafo, pobre habitado por um único povo e por uma única raça:- a negra.  História que lhes foram ensinadas como verdade absoluta, sem que houvesse uma reflexão e um questionamento consistente, sobre o que seria realmente o continente africano e o qual seria a sua real História.
A discussão propõe instigar nos alunos a perceberem o legado que foi deixado pelos habitantes desse continente em nossa cultura e perceberem os vestígios da cultura africana em nossa sociedade, seja através de topônimos de lugares como MUCAMBO ou através de vocábulos do dia-a-dia, sem esquecer a música, a arte, a culinária e as religiões aministas que ainda hoje estão presentes em nossa sociedade.
Levando os alunos a compreenderem através da interdisciplinaridade e até mesmo da transdisciplinalidade a importância da cultura africana para a formação da sociedade nacional, regional e local e bem como a superarem os estereótipos construídos ao longo destes cinco séculos de rejeição cultural imposta pelo colonizador europeu,mediante sua visão eurocêntrica de mundo.





JUSTIFICATIVA

Fazer uma releitura sobre a História da África, tentando desconstruir as imagens preconceituosas, que ao longo dos séculos foram construídas e legitimadas sobre esse continente, a partir, de uma visão preconceituosa e eurocêntrica. Procurando fazer uma reconstrução  e paralelamente uma  reflexão dessa visão destorcida, simplista e generalizante que se têm sobre o continente africano e a cultura afro-brasileira. Tentando; deixar de lado, seus problemas e contrastes sociais, procurando perceber como realmente esses sujeitos  constroem sua história.




OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS

GERAL


v  Despertar nos alunos a consciência crítica lhes propondo o repensar sobre qual História da África que nos foi ensinada nos bancos escolares. Propondo-os novas possibilidades de reflexão sobre o que aprenderam.


ESPECÌFICOS


ü  Mudar a visão preconceituosa que se tem sobre a África como:

a.    Um continente pobre e miserável;
b.    Habitada apenas por negros;
c.    Um lugar repleto de doenças como a AIDS
d.    Marcada e devastada por fome e guerras;
e.    Um continente de analfabetos;
f.     O pior lugar do mundo para se viver.

ü  Possibilitar aos alunos uma reflexão sobre que História da África lhes eram ensinados anteriormente:

ü  Despertar nos alunos o sentimento de alteridade e crticidade:

ü  Desconstruir o racismo e as imagens preconceituosas que foram construídos sobre África e o negro.

ü  Tentar desconstruir a imagem que se tem do negro como coitado, escravo, sujo, fedorento, que tem que apanhar, ou mesmo, o de herói em alguns casos.

ü  Mostrar a importância do trabalho do negro no período Colonial e Regencial.


ESTRATÉGIAS / AÇÔES

        Para execução do projeto “Fazendo uma releitura sobre História da África nos bancos escolares”, iremos dar aulas expositivas para os alunos, trabalhando textos, gravuras, imagens e letras de músicas que nos ajude a conseguir atingir os objetivos desejados, além da apresentação de imagens que ao longo dos anos de estudo, criaram em nossas mentes visões destorcidas do negro e do continente africano. As imagens que nos foram apresentadas acabaram criaram o estereotipo do negro apenas como escravo, uma raça inferior à branca na sociedade. E posteriormente abriremos o espaço para as discussões em grupo sobre o tema proposto mediante uma mesa redonda com os alunos.



CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO


JANEIRO



01 a 08


11

18 a 19

25 a 27

29

Elaboração do Projeto

Apresentação do projeto à Escola

Prepara material para realização da aula, reservar espaço físico


Realização das aulas e discussões

Avaliação e mostra dos resultados da discussões

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  1. O continente africano: diversidade e riqueza cultural. Porque estudar a história da África? Os troncos lingüístico-culturais. A África antes dos europeus – Reinos de Gana, Mali, Songhay e a expansão banta.
  1. A ocupação européia e a escravidão. Séculos XV ao XIX. A escravidão na Costa do ouro e na Guíné. A escravidão em Angola e Congo. Resistência contra escravidão – Nzinga.

  1. A partilha do continente africano no século XIX. A África sob dominação colonial: economia, método e instituições. Submissão e resistência na África (1880-1914). O neocolonialismo – As conquistas inglesas, francesa, belga, alemã e italiana. Samori, Menelik e Chaca Zulu: heróis negros contra as invasões européias.
  1. Etiópia símbolo da África livre e da diáspora.
  1. A África contemporânea: o pós – independência, as guerras “étnicas”, a AIDS.
  1. História da Cultura negro – diaspórica: Cultura negra no Brasil – religiões e manifestações culturais: reinos congos no Brasil. As perseguições à cultura negra no final do século XIX – o caso da capoeira, o samba e os maracatus. Religiões negras candomblé/xangô/batuque/tambor de mina. Formação de umbanda no Brasil.
  2. Raça, preconceito racial, religião (s), gênero e orientação sexual.          


RECURSOS


 Materiais: caneta, papel, pincel, data show, apostilas, computador, etc.

Humanos: professor, aluno e os outros membros que compõem a escola.

Financeiros: 300 reais. 

AVALIAÇÂO


         A avaliação será feita de forma oral, onde os alunos irão dar depoimentos ao final das aulas sobre a imagem que tinham sobre o negro e o continente africano e o que mudou a partir das discussões feitas em sala de aula.  

ANEXOS



ALGUNS VOCABULOS AFRO-BRASILEIROS



Abadá - Túnica branca.
A-I-É - Festa religiosa e profana dos Afro-brasileiros no primeiro dia do ano. "No primeiro de janeiro, costumavam dar uma função, para a qual se cotizavam com antecedência, era a festa chamada A-I-E. 0 objetivo era cumprimentar o  Ano Novo,augurando felicidades e boa colheita para todos".
Atabaque - Tambores primários feitos com peles de animais.
Axé - Energia vital, sagrada, do orixá. A força que está nos elementos da natureza, como animais, plantas, sementes e outros. 
Bem-Casados - Nome de um biscoito. Veio da África Ocidental.                          
Candomblé - Festa Afro-brasileira religiosa dos negros Jejê-nagôs no Brasil.
Capoeira - Arte marcial de origem Afro. Foi introduzido no Brasil pelos escravos bantos da Angola.

Dendê - Fruto do dendezeiro (palmeira). 0 azeite a indispensável na culinária afro-brasileira.
Ere - É um orixá filho de Xangô. Entidade infantil, espírito menor, particular de cada iaô, que nasce durante a feitura de seu santo.
Exu-Também conhecido por Elegbára (ele=dono; agbára=poder).O representante das potências contrarias ao homem. Os africanos assimilam-no ao demônio dos católicos.

Mãe-de-santo ou Mãe-de-terreiro - Sacerdotisa do culto Jejê-nagô, dirigindo a educação sagrada das filhas-de-santo ou cavalo-de-santo.
Mandinga - Feitiço, despacho, mau-olhado. Os negros mandingas eram tidos com os feiticeiros incorrigíveis dos vales do Senegal e do Níger.
Moçambique - Dança africana, como explica a palavra. Foi conhecida e usada nos sertões pelos primeiros escravos mineiros trazidos para o trabalho da extração de ouro.

 
Oxalá - O maior dos orixás, entidade andrógina, a maior tradição religiosa como sobrevivência afro-brasileira. Orixalá ou Oxalá tem um caráter bissexual e simboliza as energias produtivas da natureza.   Esse caráter andrógino de Oxalá e evidente nos seguintes cânticos do candomblé da Bahia: É representado por meio de conchas ou cauris, limão verde dentro de  um circulo de chumbo.Pela  convergência   a   força   de  aculturação ,  Oxalá identificou-se como o mais popular e prestigioso culto de toda a Bahia. 0 dia  do culto especial de Oxalá e a sexta-feira. Ora, identificado como está com o Senhor do Bonfim( Santo de maior devoção entre o povo da Bahia) , pode-s dizer  que  Oxalá tem, semanalmente, o culto mais ruidoso  da Bahia. Todas as Sextas-feiras peregrinas dos subúrbios, da própria cidade e das circunvizinhanças vêm em romaria visitá-la e implorar-Ihe proteção e auxílio. A falta de um deus supremo, por assim dizer palpável, os negros, Jejê-nagôs ou  bantos, adoram Oxalá ,  um mito primitivo. Mora no alto de um monte, como na África.
Sinhá - Corruptela de senhora. Termo originariamente usado pelos escravos africanos para chamarem as mulheres dos seus senhores, chamando, porem, as filhas de sinhazinha ou sinhá moça.  Sinhá é gente de boa família, bem educada, gente fina.
Sinhô - Corruptela de senhor. Termo originariamente usado pelos escravos africanos para chamarem os seus senhores, chamando, porem, os filhos de sinhozinho ou sinhô moço.
Vatapá - Tradicional prato da cozinha afro-brasileira.
Yemanjá - Ye  omo  eja = Mãe dos filhos peixe, ou ,Yéyé omo ejá ( mãe cujo os filhos são peixes)



Quilombo, o el dorado Negro

Composição: Gilberto Gil e Waly Salomão

Existiu
Um eldorado negro no Brasil
Existiu
Como o clarão que o sol da liberdade produziu
Refletiu
A luz da divindade, o fogo santo de Olorum
Reviveu
A utopia um por todos e todos por um
Quilombo
Que todos fizeram com todos os santos zelando
Quilombo
Que todos regaram com todas as águas do pranto
Quilombo
Que todos tiveram de tombar amando e lutando
Quilombo
Que todos nós ainda hoje desejamos tanto
Existiu
Um eldorado negro no Brasil
Existiu
Viveu, lutou, tombou, morreu, de novo ressurgiu
Ressurgiu
Pavão de tantas cores, carnaval do sonho meu
Renasceu
Quilombo, agora, sim, você e eu

Quilombo
Quilombo
Quilomb


PAÍSES AFRICANOS
REGIÕES AFRICANAS



BIBLIOGRAFIA

PEREIRA, Amauri Mendes. Porque estudar a história da África? Cadernos CEAP. Rio de Janeiro, 2006.
PEREIRA, José Maria Nunes. África um novo olhar. Rio de Janeiro: Cadernos CEAP 2006.
SERRANO Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória D’ África – a temática africana em sala de aula. São Paulo: Ed. Cortez, 2007.
SILVA, Alberto da Costa e. A enxada e lança. A África antes dos portugueses. São Paulo / Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.
SILVA, Alberto Costa e. A manilha e o libambo. A África e a escravidão, de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.
SILVA, Alberto da Costa e. Francisco Félix de Sousa – Mercador de escravos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.
OLIVER, Roland. A experiência Africana – da pré-história aos dias atuais. Jorge Zahar, Rio de Janeiro: 1994.
MUNANGA, Kabengele. Identidade étnica, poder e direitos humanos. Thot África, nº 80, 2004, p. 19-30.
MUNANGA, Kabengele. O subdesenvolvimento e as desigualdades sociais no continente africano in: SUCUMA, Arnaldo ; FLORES, Elio Chaves (orgs). Caminhos para o desenvolvimento: convênios e saberes para o século XXI. João Pessoa: Ed. UFPB, 2007.
KI-ZERBO, Joseph. Para quando África? Entrevista com René Holenstein. Rio de Janeiro Ed. Pallas, 2006.
HASEMBALG, Carlos A; MUNANGA, Kabengele; SCHARCZ, Liliam Mortiz. Estudos e pesquisas – racismo: perspectivas para um estudo contextualizado da sociedade brasileira. Niterói: Ed. UFF, 1998.  

Amizade


"Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.
Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de Malhado. Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados. Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa.
Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranqüilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o
ajudava. Tudo que ganhava, dava primeiro para o Malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco. Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor. Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, que Serapião, não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas e falou:
- Nossa amizade começou com um pedaço de pão, ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Curioso, perguntei:
- Como vocês se ajudam?
- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, perguntei:
- Serapião, você tem algum desejo na vida?
- Sim, (respondeu ele) tenho vontade de comer um cachorro-quente,
daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
- Só isso? Indaguei.
- É, no momento é só isso que eu desejo.
- Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saí e comprei um cachorro-quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o
melhor pedaço. Não me contive e perguntei intrigado:
- Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha?
Ele com a boca cheia respondeu:
- Para o melhor amigo, o melhor pedaço!
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e saí
pensando. Aprendi como é bom ter amigos. Pessoas em quem possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.
Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:
"PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO"
"As pessoas são pesadas demais para serem levadas nos ombros. Leve-as no coração.'"

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PARA REFLETIR

 Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já estava atrasado para
jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de
sair.
Ele dirige o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à
esquerda. Ele tem a certeza de que é à direita.
Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados,
ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insista no caminho errado, enquanto
faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar
alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho
errado, deveria insistir um pouco mais.
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de
uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

MORAL DA HISTÓRIA:

Esta pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra
sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar
quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão,
independentemente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história,
tenho-me perguntado com mais freqüência:
"Quero ser feliz ou ter razão?"
Pensem nisso e sejam felizes !!!
E outro pensamento parecido diz o seguinte:
 “Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não
acreditam”.

Experiência Exitosa

Esse projeto foi realizado na Escola Municipal de Sobral- Ce, pela professora de História, Vera Souzza no turno matutino com alunos do 8º ano do ensino fundamental II.
Uma vez por semana, durante 15 minutos os alunos eram convidados para ficarem na sala, na hora do intervalo e conversarem.
Foi feio uma caixa, onde cada aluno colocava o assunto que desejavam discutir durante o Papo Legal. Sua missão durante a semana era pesquisar sobre o mesmo para serem expostas opiniões durante o papo.
Vale ressaltar, que esse momento era conduzido pela professora, que na maioria das vezes ficava só para intermediar o papo que transcorria na com muita euforia pelos alunos.
Foi também acordado entre as mesmo, regras para que todos pudessem respeitar o tempo que era pouco. Entre essas regras estavam: não atrapalhar a fala do colega se não for para contribuir, ter pelo menos buscado informação sobre o assunto...
Os assuntos variavam. Teve sobre beijos na boca, menstruação, sexo, masturbação, gravidez na adolescência, drogas e um assunto inusitado foi: Naruto.  (a professora perguntou: o que é Naruto?). Eles responderam que ela tinha que pesquisar, porque eles resolveram que na semana seguinte o assunto ia ser sobre esse desenho que tanto gostavam.
Realmente foi uma experiência exitosa e não se falava em outra coisa na escola... Ansiavam pela sexta feira, dia do PAPO LEGAL!

PROJETO PAPO LEGAL! Autora: Vera Souzza


1. APRESENTAÇÃO                 

   O presente projeto surgiu da necessidade de se oferecer informações de qualidade sobre temas transversais aos alunos que estejam cursando o 8 ano na escola Ivonir Aguiar Dias no turno da manhã e tornarem agentes multiplicadores, objetivando promover a discussão dos mesmos, visando à melhoria da qualidade de informações, bem como formar multiplicadores que darão continuidade ao processo de informações aos demais colegas seja da escola, sua rua ou convivência social.
Será “papo legal” realizado nas dependências da própria escola, no turno da manhã, tendo como facilitadora Vera Souza (professora de História). Os temas serão desenvolvidos através de papos, com técnicas variadas (dinâmicas, brincadeiras e jogos - pergunta e respostas - e adaptadas as necessidades do assunto proposto pelos alunos.
Espera-se ao término de execução da proposta atingir os seguintes resultados: desenvoltura ao conversar, melhora de raciocínio para perguntas, desinibição e clareza ao conversar formal e/ou informal sobre diversos assuntos.

2. JUSTIFICATIVA

Essa proposta surge da necessidade de uma recreação saudável na escola, visto que, o espaço físico onde os alunos passam o tempo de recreio e limitado, tendo apenas corredores para realização de brincadeiras, bate papo, correrias... Nisso surge à proposta de nas sextas-feiras durante os 15 minutos do recreio os alunos do 8º ano disponibilizar a serem voluntários, para experimento desse projeto que poderá se estender para as demais salas, tendo como experiência essa turma que poderá ser suporte para a ampliação do projeto no futuro. Os temas serão pré selecionados e colocados em uma caixa confeccionado por eles mesmos, para guardar os temas proposto por eles um mês antes. Tendo assim tempo de fazerem pesquisas e se inteirar-se do assunto para melhor opinarem e contribuírem com o papo. Trocarão informações, confrontarão as mesmas e em equipe com ajuda da facilitadora, poderão chegar a um consenso. Cada tema ficará em foco durante um mês, já que nosso tempo de papo será apenas 15 minutos. O aluno que atrapalhar o papo será convidado a se retirar do local onde está ocorrendo o papo.

3. OBJETIVO GERAL
Desenvolver potencialidade em criticar temas transversais, levando em consideração as diversas temáticas que serão abordadas no Papo Legal.

4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Ø  Promover o debate entre alunos, através das conversas realizadas na sala.
Ø  Visar à melhoria de compreensão e superação na descoberta do conhecimento proposto nos papo.
 Determinaram-se os seguintes objetivos específicos:
Enunciado do Objetivo
Ações
Resultados Esperados
Período



Quantitativos
Qualitativos

01
Identificar e desenvolver as opiniões relacionadas aos assuntos
Apresentação e divulgação do projeto e triagem dos assuntos que serão selecionados.
Identificação das habilidades e interesses dos alunos.
Conhecimento do potencial laborativo dos alunos participantes do projeto
Setembro /dezembro de 2009.
02
Estimular e apoiar os alunos na busca de conhecimento e criação de sua opinião.
Apresentação de resultado de pesquisa sobre o assunto durante o papo.
Criação de um banco de dados com resultado do papo a cada encontro.
Ampliação dos conhecimentos informações e visões de mundo dos participantes.
Setembro /dezembro de 2009.
05
Capacitar os alunos na sala durante os papos, p/ que possam ser multiplicadores das informações a médio prazo.


Inserir os alunos nas turmas que surgirão no decorrer do projeto esclarecendo sobre seu papel e compromisso como multiplicadores.
Criação de tabela com número de participantes que serão inseridos no projeto nos meses que será executado.




Avaliação entre os participantes de como o projeto está atuando como formador de opiniões em seu cotidiano.


Setembro /dezembro de 2009





5. PERFIL DAS PESSOAS ATENDIDAS PELO PROJETO


Perfil do Publico Atendido
Público alvo constituído de 30 alunos do 8º ano da Escola Ivonir Aguiar Dias, ambos os sexos, da faixa etária 12 a 14 anos.

Critérios para Seleção das Pessoas Atendidas
- Aluno da Escola Ivonir Aguiar Dias;
- Estejam cursando o 8º ano
- Apresentar capacidade de compreensão e disponibilidade para participar.


6. METODOLOGIA

Inicialmente buscar-se-á realizar uma reunião previa com os alunos do 8º ano A da manhã, apresentando a oportunidade de serem capacitados e/ou inseridos no projeto e se tornarem multiplicadores das opiniões e assuntos abordados no decorre do mesmo. Na ocasião que apresentaremos o referido projeto, abriremos “as portas” para os interessados.
Visando obter mais êxito e eficácia na execução do referido projeto, será lançada a proposta de assuntos um mês antes, para que assim os alunos possam recolher informações sobre o mesmo e levar para o grupo comentários e opiniões sobre o tema lançado. Este terá inicio, na primeira sexta feira de setembro durante o intervalo.
O projeto conta com a adesão e apropriação dos alunos, em razão de surgir a partir da necessidade dos mesmos de terem outra opção durante o intervalo/recreio. Após a execução da proposta, acreditamos ampliar significativamente o potencial critico dos alunos, assim como contribuir para o desenvolvimento dos mesmos.