A história da Caixa de Música
A história da Caixa de Música iniciou-se na Suíça, berço do relógio musical. Nos finais do século XVIII, esses relógios tinham-se miniaturizado e sofisticado de tal maneira, que até os relógios de bolso e as caixas de rapé eram dotados de um mecanismo que reproduzia pequenos fragmentos musicais.
Os fabricantes começaram então, a aperfeiçoar o seu trabalho, acrescentando os complicados sistemas, a caixas ricamente ornamentadas, criando assim, as Caixas de Música. A primeira caixa de música tornou-se conhecida pelo nome de carrilon à musique. O mecanismo interior incluía um cilindro giratório com puas colocadas de determinada maneira, de modo a porem em movimento as afiadas palhetas metálicas de um bastidor em forma de pente. Nos princípios do século XIX, apareceu o orchestrion ou “orquestra mecânica”, que tinha algumas semelhanças com a caixa de música. Tratava-se de uma espécie órgão de mecânico, tocado através de cartões perfurados e para o qual Beethoven fez algumas composições.
A partir de meados do século XIX, acrescentaram-se acessórios as caixas de música, como por exemplo, pequenos tambores, sinetas, castanholas, cítaras e efeitos de harpa. Pouco a pouco, a tecnologia empregue nas caixas de música foi melhorando e, em 1862, aperfeiçoou-se um sistema através do qual se podia fazer a troca dos cilindros, entre um repertório cada vez maior.
A evolução, fez surgir em 1855, o symphonium, que utilizava discos de cartão perfurados. Outro, o polyphon, utilizava discos metálicos.
O último progresso nesta linha de desenvolvimento realizou-se nos Estado Unido, quando se aperfeiçoou uma máquina dotada de um mecanismo de mudança automática de discos, chegando mesmo a funcionar com a introdução de uma moeda.
Depois da Primeira Guerra Mundial, a produção de caixas de música quase desapareceu, exceto na sua curiosidade de artigos curiosos, devido à popularidade alcançada pelo bem nosso conhecido e recente gramofone.
Só alguns anos depois, fora inserido a bailarina na caixinha de música, que ao abri-la, acionava-se um mecanismo e ela começava a gira (dançar) e a caixinha tocava as mais diversas músicas, tendo preferencialmente as clássicas. Esse atrativo foi espalhando-se e as caixinhas de músicas iam se popularizando principalmente entre as crianças e adolescente, não como um símbolo de segurança para suas jóias, mas sim, como lembrança de encantamentos na infância e adolescência.
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